sábado, 21 de março de 2009

O rercado

Historias de suspense sempre chamaram minha atenção, mas não é tão interessante quando elas acontecem com você. Para minha surpresa, estava eu, por volta das 1:30 da manhã, lendo uma notícia na internet: "Número de assalto a casas durante a madrugada dobraram desde o último mês". "Onde isso vai parar!", pensei. No mesmo instante escuto um estrondo vindo do lado de fora da casa. Na ponta dos pés, fui até o canto da janela, que dava para os fundos, e abri uma frestinha na cortina. A luz da lua formava uma penumbra. Dava pra enxergar a grama, o carrinho de mão e uma enxada esquecida pelo jardineiro no meio da grama. A única coisa que eu não conseguia ver era a garagem no fundo do quintal. Pra ajudar havia eu esquecido de trocar o foco, o qual já havia queimado a 2 semanas. Voltei, peguei a lanterna e mirei o feixe de luz para a garagem. Aparentemente não havia ninguem lá, mas algo me chamou minha atenção: preso ao limpador de pára-brisas do carro havia um retangulo branco. Não dei muita bola e voltei para a internet. Passados uns 5 minutos, a curiosidade foi aumentando. Olhei novamente pela frestinha da cortina e ainda estava lá o dito cujo. Não aguentei. Com cautela, peguei a lanterna, destravei a porta e fui andando em direção à garagem. Um vento frio bateu-me no rosto, como se dizendo para não seguir em frente. Minha mão parecia ter vida própria, pois eu nao conseguia fixar o
feixe da lanterna em um só ponto. Ficava bamboleando. Mesmo assim fui me aproximando. Logo percebi que o retangulo branco parecia ser um papel. Estava certo. Era um bilhete que dizia: "Se eu fosse você não olharia para cima". Apavorado saí correndo, entrei na casa, tranquei todas as portas e janelas e apaguei todas as luzes...

continua

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